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Em 2010 completaram-se 50 anos da aprovação das pílulas anticoncepcionais pelo FDA (Food and Drug Adminstration). E nestas 5 décadas, a pílula foi ganhando, pouco a pouco, território, a ponto de mais de 80% da população americana tê-la usado em algum momento. Mas a anticoncepção feminina não se restringe às pilulas e aos métodos hormonais. E além disso muitas influências podem interferir com a prescrição de determinados métodos. Incluindo a crença dos obstetras e ginecologistas. Isso mesmo, o que pensa e no que acredita o médico são fatores importantes neste domínio. E, de modo geral, poucas pesquisam abordam este tema. Pois bem, um estudo americano tentou reparar esta lacuna objetivando caracterizar as crenças sobre contracepção dos ginecologistas-obstetras. Eles queiram saber se os médicos tinham alguma objeção moral ou ética aos diferentes métodos. 1154 ginecologistas responderam os questionários enviados pelo correio. Vamos aos resultados, primeiramente, levando em conta o grau de rejeição do método. A maior rejeição foi em relação ao DIU com 4,4%, seguida pelo implantes de progesterona e / ou injeções com 1,7. Depois vieram a laqueadura tubária com 1,5% e os contraceptivos orais com 1,3%. Curiosamente os preservativos, o diafragma e espermicida tiveram taxas mais baixas de rejeição. Um dado esperado: Médicos religiosos eram até 2 vezes mais propensos a rejeitarem a prescrição dos anticoncepcionais. Isso porque eles, os médicos religiosos, tinham tendência a optarem por métodos naturais. Felizmente, o que se conclui é que entre os ginecologistas-obstetras, objeções e recusas para fornecer contraceptivos não são freqüentes. Ainda bem, pois só o que faltava era a mulher sair da sua consulta sobre métodos contraceptivos com mais dúvidas e questionamentos do que quando entrou no consultório. (Lawrence RE, Rasinski KA, Yoon JD, et al. Obstetrician-gynecologists’ views on contraception and natural family planning: a national survey. Am J Obstet Gynecol 2011;204:124.e1-7).
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Ginecologistas e obstetras suspendem atendimento a planos de saúde de 1 a 3 de setembro em São Paulo Nos dias 1º, 2 e 3 de setembro, os ginecologistas e obstetras de São Paulo suspendem o atendimento a todos os planos e seguros de saúde em protesto contra os honorários pagos no sistema de saúde suplementar. A classe acredita que cerca de 6 mil especialistas participarão de protestos durante o Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia. A proposta da Sogesp para as operadoras de planos de saúde consiste nos seguintes pontos: adoção da CBHPM 2010 para todos os procedimentos e R$ 80,00 para as consultas; fixação de um critério de reajuste anual nos contratos com os credenciados; além do fim das interferências que prejudicam a assistência adequada às pacientes. “Chegamos ao limite. A Sogesp buscou o diálogo. Mas a postura intransigente das operadoras requer resposta vigorosa. A prática da especialidade na saúde suplementar tornou-se inviável em São Paulo. Os honorários vis têm levado muitos colegas a fechar consultórios, pois estão quebrando. Exigimos dignidade para nós e para os pacientes”, pontua César Eduardo Fernandes, presidente da Sogesp, em comunicado. A interrupção da prestação de serviços aos planos abrangerá somente os atendimentos eletivos. As urgências e emergências estarão garantidas. “A paciente pode ficar tranquila, pois daremos todo o suporte que necessitar. Aliás, já faz quase dois meses que orientamos os colegas a remarcar as consultas e procedimentos eletivos para outras datas, de forma a evitar eventuais transtornos”, informa Maria Rita de Souza Mesquita, coordenadora da Comissão de Honorários Médicos da entidade. “Nosso movimento, sempre é bom frisar, busca a defesa dos direitos de assistência adequada dos cidadãos, além da valorização profissional.” Movimento Estadual Em setembro inicia-se o rodízio da suspensão do atendimento a planos de saúde aprovado em assembleia estadual dos médicos de São Paulo em 30 de julho. Os primeiros a parar serão os ginecologistas e obstetras. Em seguida, interromperão o atendimento a um determinado grupo de planos a otorrinolaringologia (8 a 10 de setembro), pediatria (14 a 16 de setembro), cardiologia (16 a 19 de setembro), ortopedia e traumatologia (19 e 20 de setembro), pneumologia (21 a 23 de setembro) e cirurgia plástica (28 a 30 de setembro). A anestesiologia acompanhará as especialidades paradas não fazendo procedimentos das mesmas. A Sociedade lembra que recente pesquisa Datafolha, encomendada pela Associação Paulista de Medicina e Associação Médica Brasileira, registra que 8 em cada 10 médicos brasileiros sofrem interferência para reduzir pedidos de exames e de internações, para antecipar altas, entre outros problemas. Segundo a entidade, outro artifício são as propostas de remunerar melhor o profissional que solicite menos exames ou procedimentos diversos, conhecido pelo nome de “pagamento por performance”.
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Brasileiros recriam neurônio esquizofrênico em laboratório Usando uma técnica que "convence" células de pessoas adultas a voltar ao estado embrionário, pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) conseguiram recriar, em laboratório, os neurônios de um paciente com esquizofrenia. Em trabalho que será publicado na revista científica "Cell Transplation", a equipe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias descreve como obteve células da pele do paciente, procedimento já padronizado para esse tipo de estudo. As amostras de pele são usadas para produzir as chamadas células iPS (sigla inglesa para "células-tronco pluripotentes induzidas"). "Pluripotente" é como os cientistas chamam as células capazes de dar origem a qualquer tecido do organismo, com a exceção da placenta. São "induzidas" porque, por meio da ativação de um conjunto específico de genes, elas são forçadas a retornar ao estado embrionário, aquele que origina células de pele, de músculo e neurônios. A promessa desse procedimento é que, no futuro, as células iPS sejam transformadas no tecido desejado e criem órgãos para transplante sob medida, sem risco de rejeição, já que possuem o mesmo DNA do paciente. Por enquanto, porém, sua aplicação mais imediata é criar modelos precisos de uma doença. No caso, espera-se que os neurônios criados a partir das iPS repliquem as condições celulares da doença e ajudem os cientistas a entendê-la e tratá-la. No novo estudo, por exemplo, o grupo da UFRJ verificou que os neurônios "esquizofrênicos" consomem mais oxigênio e também produzem níveis aumentados de radicais livres, que podem causar danos fatais às células. Os cientistas chegaram até a "tratar" esse problema. O trabalho foi coordenado por Stevens Kastrup Rehen e tem como primeiras autoras suas colegas Bruna Paulsen e Renata de Moraes Maciel. Os dados serão apresentados nesta terça-feira, durante o Simpósio Indo-Brasileiro de Ciências Biomédicas, no Rio de Janeiro.
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'Gene da magreza' é associado a problemas no coração Genes que produzem pessoas magras foram associados a problemas no coração e à Diabetes do tipo 2 - condições normalmente vinculadas ao excesso de peso. O estudo, feito pelo Medical Research Council da Grã-Bretanha, sugere que variantes do gene IRS1 reduzem a gordura sob a pele, mas não têm efeito sobre a gordura presente nas vísceras, em torno de órgãos como o coração e o fígado - muito mais perigosa. O trabalho foi publicado na revista científica Nature Genetics e envolveu estudos genéticos com 76 mil pessoas. A associação entre as variantes genéticas e as doenças foi maior forte nos homens. Magros A chefe do estudo, Ruth Loos, pesquisadora da Epidemiology Unit do Institute of Metabolic Science, em Cambridge, na Inglaterra, disse que quando os cientistas perceberam a associação genética ficaram intrigados. "Fizemos uma fascinante descoberta genética", disse Loos. E aconselhou: "Não são apenas os indivíduos obesos que podem estar predispostos a essas doenças metabólicas. Indivíduos magros não devem pressupor que são saudáveis com base em sua aparência", disse Loos. O médico Iain Frame, diretor de pesquisas da entidade de auxílio a diabéticos Diabetes UK, disse que o estudo pode "esclarecer por que 20% das pessoas com diabetes do tipo 2 sofrem da condição apesar de terem um peso saudável". (A pesquisa) "também é uma mensagem clara de que pessoas magras não podem ser complacentes em relação à sua saúde". Comentando o novo estudo, o médico Jeremy Pearson, um dos diretores da British Heart Foundation, entidade britânica de combate às doenças do coração, disse: "Esses resultados reforçam a ideia de que, para riscos ao coração, é particularmente importante não apenas quão obeso você é, mas sim onde você deposita a gordura". "A gordura armazenada internamente é pior para você do que a armazenada sob a pele". "Entretanto, isto não elimina o fato de que ser obeso é ruim para a saúde do seu coração, então devemos continuar tentando ficar magros e em boa forma física".
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23h17
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Óleo de oliva evita doenças cardiovasculares, diz estudo Pesquisadores vêm examinando diversos aspectos da chamada "dieta mediterrânea", a fim de descobrir o motivo pelo qual as pessoas do sul da Europa vivem mais, com menos casos de doenças cardiovasculares, comparadas aos norte-americanos e o restante dos europeus.
Segundo o site Wine Spectator, um novo estudo da Universidade de Medicina de Yale, nos EUA, identificou a oleuropeína, um componente do óleo de oliva, como um possível fator. Durante o estudo, recentemente publicado no jornal European Society for Vascular Surgery (Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular), os pesquisadores de Yale testaram os efeitos da oleuropeína, um polifenol no óleo de oliva, em células musculares lisas (SMC, em inglês), as quais compõem os músculos nos vasos sanguíneos que regulam a pressão arterial. Os cientistas colheram SMC de vacas e permitiram que as células crescessem no laboratório, regulando o seu desenvolvimento e adicionando doses de oleuropeína. Normalmente, a SMC vascular controla o fluxo de sangue ao aumentar a pressão sanguínea quando o músculo se contrai, e diminuir quando ele relaxa. Quando a SMC está danificada por conta de níveis altos de colesterol LDL (o mau colesterol), o corpo envia um grupo de glóbulos brancos para combater essa inflamação. Tais glóbulos, contudo, acabam causando um dano ainda maior, já que misturam com LDL oxidado e formam células "espumosas". SMC, então, se prolifera para tentar se curar. As novas SMC combinam com as células espumosas para formar placas nas paredes das artérias. Ao longo do tempo, esse processo leva à aterosclerose, doença vascular e de alta pressão sanguínea. Os cientistas descobriram que quanto mais oleuropeína eles adicionavam, menos SMC se desenvolviam. O crescimento diminui 92% enquanto a equipe administrou a alta dose do composto. Eles concluíram que oleuropeína no óleo de oliva limita a proliferação de SMC e, portanto, pode proteger contra insuficiência cardíaca. Então se você está no sul da França, por exemplo, degustando um bom peixe mergulhado em azeite, seguido de uma fatia de queijo, você irá desencadear o processo de formação de placas. Mas no momento em que SMC supostamente deve crescer e se misturar com as células espumosas, a oleuropeína está limitando esse crescimento, levando à redução das placas e a um coração mais saudável.
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Carlos Stopiglia
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22h30
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Hora de descer do salto Pernas abertas, com os pés para fora, joelhos dobrados, ombro para dentro e ‘barrigão’ para frente. Esse é o famoso andar de pato, típico das gestantes, principalmente no terceiro trimestre da gestação. Devido as alterações físicas, o eixo e o equilíbrio da mulher precisam mudar e com isso algumas partes do corpo costumam se sobrecarregar. Como consequência, as incômodas dores na coluna. Segundo estatísticas, aproximadamente 80% das futuras mamães têm esse sintoma. O ortopedista Dr. Ari Zecker, do Hospital e Maternidade São Luiz, que também é especialista em medicina esportiva, explica que o equilíbrio antes e durante a gravidez são diferentes. “Um dos maiores problemas é o sobrepeso sobre a parte superior da região lombar da coluna que acentua a hiperlordose e causa desconforto.” Mas, a natureza é sabia. Dr. Zecker esclarece que, nessa fase, o organismo produz um hormônio chamado prostaglandina responsável por ajudar na expulsão do bebê na hora do parto e também por relaxar os músculos e articulações, deixando-os mais maleáveis durante a gavidez. “Assim, as mulheres que antes de engravidar tinham dores sentem-se amenizadas, assim como aquelas que relatam o incômodo apenas após o sétimo mês de gravidez.” É fato que toda grávida deve evitar o uso de remédios durante as 40 semanas de gestação. Porém, se as dores persistirem o indicado é conversar com obstetra para que ele dê medicamentos que ajudam a melhorar. Entretanto, como já diz o velho ditado, é melhor prevenir do que remediar. Para isso, o especialista recomenda a ‘malhação’. “Praticar atividades físicas é o melhor caminho para prevenção. As mulheres que já estavam ativas antes de engravidar podem optar por ginástica de baixo impacto, fortalecimento e alongamento dos músculos. As que não tinham o hábito podem começar com caminhadas em lugares planos e alongamento, sempre com orientação de um profissional e com o aval do obstetra”, aconselha o médico. Experimente! *Use sapatos confortáveis, com bicos arredondados ou quadrados e sem salto, com altura de, no máximo, quatro centímetros. *Se você trabalha em frente ao computador atenção: coloque nos pés apoio de cinco a 10 centímetros para relaxar a região lombar (pode ser almofada, banquinho ou até caixa de sapato). Sente com as costas eretas, deixe o teclado no meio da mesa para que possa descansar o antebraço e para que não haja a necessidade de fazer a ostentação do punho. *Na hora de assistir televisão não se esqueça de apoiar a região lombar e fuja de sofás baixos que dificultem o levantar. *Para dormir vire para o lado esquerdo e coloque um travesseiro entre as pernas. *Ao realizar tarefas domésticas em pé (lavar louça e roupa ou cozinhar) a grávida deve colocar um dos pés sobre um banquinho de aproximadamente, 20 cm de altura, alternando-os. *Quando estiver com dor deite em lugar confortável com os joelhos flexionados, formando ângulo de 90 graus e coloque compressas de água morna no local por 20 minutos a cada duas horas
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08h06
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"É falsa a ideia de que dormir é perda de tempo", diz especialista em sonoA sociedade atual vive em privação de sono, com média de menos de 7 horas dormidas por noite. E isso pode acarretar graves danos à saúde. "É falsa a ideia de que dormir mais é perda de tempo, durante o sono ocorrem importantes ajustes no organismo", defende Geraldo Lorenzi Filho, chefe do Laboratório de Investigação de Doenças do Sono do InCor, durante o 7 º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções, que ocorre em Gramado, Rio Grande do Sul. O doutor da Faculdade de Medicina da USP explica que, quando dormimos, a temperatura corporal cai de 37° C para 35° C, a pressão cai 10% e também há diminuição do tônus muscular. Durante o sono REM, o cérebro está acordado enquanto o corpo dorme. Hormônios como o do crescimento e a melatonina são produzidos, e a memória é organizada. Os aparelhos circulatório e respiratório descansam. "Hoje temos academias que abrem 24 horas, aí reservamos tempo para fazer uma atividade física para 'o bem da saúde' em detrimento do sono, mas dormir também deveria ser prioridade para se ter qualidade de vida", ressalta Mônica Andersen, pesquisadora do Instituto do Sono em São Paulo. Nos homens, o sono provoca principalmente sonolência durante o dia; já nas mulheres, o cansaço é a sensação principal, enquanto as crianças tendem a ficar mais hiperativas. Além disso, dormir menos do que o corpo precisa (e isso varia de pessoa para pessoa -algumas podem precisar de nove horas enquanto outras ficam bem com seis horas de sono) nos deixa mais sensíveis a dor, diminui a capacidade mental e a memória, aumenta a ansiedade e a obesidade, reduz o nível de alerta e, assim, crescem os erros por omissão. Dormir menos de seis horas consecutivas afeta a coordenação, julgamento e velocidade de reação. E não adianta tentar compensar a correria do dia-a-dia dormindo até tarde no final de semana. "Existe débito de sono, mas não existe crédito, de você dormir muito e acumular para gastar durante a semana. Claro que é melhor do que não dormir o ideal também nestes dias", explica o neurocientista Fernando Louzada, da Universidade Federal do Paraná. Ele lembra ainda que é preciso cuidado para não acordar tarde, - indo assim dormir tarde no sábado e domingo, começando a segunda-feira com sono. Que tal a promessa de segunda-feira ser dormir mais esta noite para começar melhor a semana? * A jornalista viajou a convite da organização do 7 º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções
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Carlos Stopiglia
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Estudo usa implante no cérebro para restaurar memória Cientistas criaram um implante para o cérebro que restaurou a memória em ratos. O experimento é um primeiro passo para o desenvolvimento de próteses neurais para tratar efeitos de demência, derrames e outras lesões cerebrais em humanos. Nos últimos anos, neurocientistas desenvolveram implantes que permitem a pessoas paralisadas usar seus pensamentos para ativar membros artificiais. O novo trabalho, publicado sexta-feira (17), foi feito por pesquisadores da Universidade Wake Forest e da Universidade do Sul da Califórina. Eles usaram as técnicas para ler a atividade neural mas, desta vez, para melhorar a função cerebral em vez de ativar aparelhos externos. RECOMPENSA Os pesquisadores, liderados por Sam A. Deadwyler, treinaram ratos para lembrar qual de duas alavancas idênticas eles deveriam pressionar para receber água. Os animais primeiro viam uma das duas alavancas aparecer e, depois de um tempo, tinham que se lembrar de pressionar a outra alavanca para receber a recompensa. Em cada tentativa, o animal tinha que lembrar qual alavanca aparecia primeiro para fazer sua escolha. GRAVAÇÃO Os ratos receberam um implante com uma rede de eletrodos, que ia do topo da cabeça até regiões próximas do hipocampo, estrutura crucial para a formação de memórias em ratos e em humanos. Os pesquisadores usaram uma droga para "desligar" uma dessas áreas. Assim, os ratos não se lembrariam de qual alavanca pressionar. Antes, os cientistas gravaram sinais emitidos pela região do cérebro conectada ao implante e depois desligada. Eles reproduziram os sinais por meio do implante como se fosse uma melodia, ativando a memória dos ratos. Os cientistas dizem que o sistema pode ser adaptado para uso em pessoas. O problema é que o implante precisa gravar uma memória antes de reproduzi-la. Em pessoas com problemas graves, esses sinais podem ser fracos demais. A memória humana também é muito complexa e envolve outras áreas do cérebro. Mas o implante, ao menos, serviria para tarefas simples, como lembrar onde algo está guardado e onde fica o banheiro, por exemplo.
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Anvisa libera botox para tratamento de enxaqueca crônica Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em abril o uso do botox para o tratamento de enxaqueca crônica em adultos, doença que atinge cerca de 2% da população mundial. Com a decisão, sobe para nove as doenças que podem ser tratadas com o produto no País. Além do uso estético, há liberação para tratamento de problemas como estrabismo, contrações involuntárias da musculatura, suor excessivo nos pés e nas mãos e rigidez excessiva nos músculos causada por derrames cerebrais.
A indicação para enxaqueca crônica é bastante específica. São considerados com a doença pacientes que apresentam mais de 15 dias de dor de cabeça por mês, cada crise com duração média de quatro horas diária. "Atualmente, o tratamento é feito com medicamentos preventivos e com analgésicos", conta o neurologista Alexandre Kaup.
O botox, aplicado com uma ampola em várias partes da cabeça e pescoço por um médico especialista, pode substituir ou reduzir o medicamento preventivo. O efeito não é imediato. "As crises vão perdendo a intensidade, geralmente 15 dias depois das injeções", relata o médico. Assim como tratamento estético, as aplicações precisam ser refeitas periodicamente.
De acordo com Kaup, atualmente alguns planos de saúde já cobrem os custos do tratamento. O uso de botox no tratamento de pacientes com enxaqueca crônica já está aprovado nos Estados Unidos e na Inglaterra. De acordo com Kaup, o neurologista é que deve fazer a aplicação. O tratamento é contraindicado para quem têm doenças na junção muscular, gestantes e pessoas com infecções.
Equipe AE
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O destino dos inibidores de apetite em debateAconteceu ontem o último painel de debate técnico sobre inibidores de apetite promovido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Após muito debate ainda não sabemos o veredito da agência reguladora brasileira a cerca da possibilidade da suspensão da fabricação e comercialização desses medicamentos em nosso país. Os medicamentos em análise são a sibutramina, o femproporex, a anfepramona e o mazindol, ou seja, todo o nosso arsenal terapêutico no combate à obesidade. O que está em jogo, segundo a Anvisa, é a segurança e a eficácia dessas drogas, levantando a questão de que os benefícios não superariam os riscos. Na verdade, todas as medicações são passíveis de efeitos colaterais. A começar pelos simples analgésicos e antiinflamatórios popularmente comercializados sem receita médica. Não são poucos os efeitos alérgicos graves, as complicações gástricas como a hemorragia digestiva e as lesões renais crônicas. Nem por isso eles devem ser suspensos do mercado. Cada paciente deve ser analisado para o risco-benefício de cada um. Outra verdade é que para a maioria das doenças crônicas, a suspensão do medicamento causa a recidiva dos sintomas e para a obesidade não é diferente. Assim, não podemos concluir que os moderadores de apetite não são eficientes pelo fato do efeito sanfona ocorrer com a suspensão dos mesmos. Um paciente hipertenso também apresentará picos hipertensivos com a suspensão do seu medicamento hipotensor e nem por isso essas drogas não seriam eficazes. É bem certo que há abusos. Não somente para os moderadores de apetite. Um exemplo disso é a nova determinação da Anvisa para a prescrição dos antibióticos. Nesse caso, para coibir os abusos, a Anvisa mostrou-se eficiente e nem se cogitou na suspensão desses medicamentos. O que solicitam todas as entidades engajadas na luta pela manutenção dos inibidores de apetite, e nela todos os médicos que atendem a esses pacientes, é que a Anvisa passe a ter mais rigor na vigilância, que exerça sua autoridade e coíba aqui também os abusos, como fez com os antibióticos. Nossas prescrições dos medicamentos para o tratamento da obesidade são feitas em um receituário controlado pela própria vigilância sanitária. Como então muita gente consegue esses remédios sem a prescrição médica? A proibição desses medicamentos, na certa, deve aumentar esse mercado negro. Além do mais, não se impede o abuso com a proibição do uso por aqueles que de fato tem a indicação. Há que se ter vigilância. Quando a sociedade médica reivindica um medicamento, levanta-se sempre a questão das patentes e dos potenciais benefícios à indústria farmacêutica. Não é esse o caso. Os poucos medicamentos que contamos em nosso arsenal não tem patentes. São drogas baratas e acessíveis, fabricadas por vários laboratórios e mesmo com seus possíveis e conhecidos efeitos colaterais, é o que temos. Não podemos abrir mão deles. A Anvisa precisa entender isso.
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22h59
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O peixe é um dos melhores amigos do cérebro A teoria da evolução defende a tese de que nós, humanos, chegamos até aqui com o cérebro que temos pelo menos em parte graças ao nosso padrão de alimentação. Há uma série de evidências paleontológicas que nos aponta que existe uma relação direta entre acesso ao alimento e tamanho do cérebro, e que mesmo pequenas diferenças nesse acesso podem influenciar a chance de sobrevivência e o sucesso reprodutivo. Entre os hominídeos, pesquisas mostram que o tamanho do cérebro está associado a diversos fatores que em última instância refletem o sucesso em se alimentar, como é o caso da capacidade de preparar alimentos, estratégias para poupança de energia, postura bípede e habilidade em correr. O consumo de ácidos graxos da família ômega-3 é a mais estudada interação entre alimento e a evolução das espécies. O ácido docosahexaenoico (DHA) pode ser considerado o ácido graxo mais importante para o cérebro, já que é o mais abundante nas membranas das células cerebrais e é considerado essencial por não ser produzido pelo organismo humano, que precisa obtê-lo por meio de dieta. Acredita-se que o consumo de ômega-3 teria sido fundamental para o processo de aumento na relação peso cérebro/ peso corpo, fenômeno conhecido como encefalização, ou seja, aumento progressivo do tamanho do cérebro em relação ao corpo ao longo do processo evolutivo. Estudos arqueológicos apoiam essa hipótese, já que esse processo de encefalização não ocorreu enquanto os hominídeos não se adaptaram ao consumo de peixe. Deficiência de ômega-3 está associada a uma série de transtornos neuropsiquiátricos, como é o caso de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno de déficit de atenção e dislexia. Dietas ricas em ômega-3, ou até mesmo na forma de suplementos alimentares, são capazes de melhorar o aprendizado e memória de crianças e ainda reduzem o risco de desenvolver depressão e demência. Pode ainda facilitar o controle da epilepsia e da esclerose múltipla.
por Ricardo Teixeira Doutor em neurologia e pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Dirige o Instituto do Cérebro de Brasília e é o autor do Blog “ConsCiência no Dia-a-Dia”.
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Peso corporal e puberdade nas meninasA puberdade significa maturidade hormonal dos centros cerebrais. Dalí, são emitidos os estímulos cíclicos aos ovários e testículos, capazes de induzir a produção de estrogênio nas meninas e testosterona nos meninos. Logo, a puberdade é um fenômeno cerebral, de onde são gerados os estímulos para que tudo aconteça. Nas meninas há um fato bem conhecido. Há que se ter um peso corporal ideal para que isso ocorra. Isso mesmo! Assim que as meninas ganham peso elas se aproximam mais e mais do risco de iniciar a puberdade numa idade considerada prematura. Com esse conhecimento em mente, nós podemos argumentar que o avanço da obesidade em populações mais e mais jovens vem ampliando o número de crianças com quadro puberal antecipado pelas alterações hormonais induzidas pelo excesso de peso. Nos meninos, essas alterações não são tão freqüentes como nas meninas, pois neles o estímulo puberal é um fator redutor de gorduras, diferente das meninas, que continuam a ganhar peso, inclusive na vida adulta. A relação obesidade e puberdade nas meninas é tão freqüente que ainda não sabemos o que veio primeiro. Se o ganho de peso induziu a puberdade, ou se a puberdade¸ ocorrendo precocemente, poderia ser um estímulo ao ganho de peso. O fato é que é a exposição precoce das meninas ao hormônio feminino é um conhecido fator indutor de ganho de peso. Essa associação, entre puberdade precoce e obesidade, é ainda mais preocupante do que a ocorrência de cada uma delas isoladamente. Assim é que essas meninas são muito mais propensas a apresentarem doenças metabólicas na vida adulta como hipertensão arterial, doença cardiovascular e diabetes. Independente do que vem primeiro, nós sabemos que o poder deletério da obesidade é muito maior e deve ser combatido de maneira muito mais rigorosa na infância. Nas meninas, a idéia inicial de que com o estirão de crescimento poderia levar à perda natural do peso é enganosa e não ocorre. Além disso, se agrava com a puberdade ocorrendo prematuramente. Podemos estar diante de um quadro de obesidade definitiva na vida adulta quando negligenciamos essa situação na infância.
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Carlos Stopiglia
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10h15
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Dor difusa: desregulação do sistema de dor traz desconforto ao paciente O que é a dor difusa? O que se sente? Dor difusa é uma desregulação do sistema de dor. Teoricamente, o sistema de dor deveria informar o cérebro só quando existe algum dano específico. Neste caso, o sistema está desregulado e a pessoa sente dor, embora não tenha dano. Então a tendência é a pessoa ir parando as atividades cotidianas como se fosse proteger algo que na verdade não está lesado. Isso pode resultar em uma atrofia muscular e dar mais dor ainda. É mais frequente em mulheres de meia-idade. Em que partes do corpo a dor difusa ataca? Principalmente o músculo. Acontece mais na região cervical, lombar, cintura pélvica, joelho, cotovelo etc. Como diferenciar uma dor comum de uma dor difusa? A dor difusa sempre vem com algum sintoma a mais? O médico precisa examinar e checar as características da dor. Qual a relação da dor difusa com a fibromialgia e depressão? A fibromialgia é uma causa da dor difusa. A depressão pode estar associada à dor difusa. Quem tem dor difusa pode fazer as atividades do dia a dia normalmente? Sempre precisa ter orientação médica. No começo a pessoa não consegue realizar as atividades normalmente devido à dor. Mas, quando há um alívio da dor, tem, sim, que continuar executando as atividades. O tratamento, inclusive, se baseia em fazer exercícios. Que outras doenças podem ter como sintoma a dor difusa? Síndromes miofasciais e outras síndromes ligadas à fibromialgia. Há também distúrbios neurológicos e lesões da medula que podem dar dor. Na verdade, neste caso, é uma lesão do sistema nervoso, diferente da fibromialgia, que não é devida a uma doença do nervo. O que fazer com dores que não encontram explicação em exames clínicos? Procurar um profissional especializado para acompanhamento. Há prevenção da dor difusa? Sim. A melhor maneira é sempre manter uma dieta regular e atividade física contínua. Como tratar a dor difusa? Vai depender de cada caso e da gravidade do quadro. Muitas vezes é necessário abordar várias áreas simultaneamente: atividade física, apoio psicológico e qualidade do sono. O sono, inclusive, é algo muito importante, já que a privação do sono de qualidade pode causar um aumento de sensibilidade à dor. Na maioria dos casos é preciso agir nesses três fatores. Tem cura? Se não curar, o paciente consegue adaptar-se a certo grau de dor que permite uma qualidade de vida boa. Dr. Maurício Levy Neto (CRM: 45022) é presidente do Departamento de Reumatologia da Associação Paulista de Medicina, Mestre e Doutor em Reumatologia e Pós-Doutor em Artrite e Imunologia. É médico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
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Catarata é a principal causa de cegueira no mundo A catarata é um problema que atinge aproximadamente 2 milhões de brasileiros, sendo que a cada ano 120 mil novos casos são registrados. A doença é causada por uma lesão no olho, que faz com que o cristalino fique opaco, comprometendo a visão. O cristalino é uma espécie de ‘lente’ posicionada atrás da íris. É essa estrutura que permite que a luz alcance a retina e forme a imagem. Quando o cristalino se torna opaco, a luz não atinge a retina como ela normalmente faria e as imagens não podem ser formadas com nitidez. Quando a condição começa a se instalar, a visão não fica completamente comprometida, e a pessoa vê o mundo como se estivesse usando lentes embaçadas. Porém, à medida que a doença progride, a pessoa fica capaz de enxergar somente vultos. Apesar dos avanços na área, a catarata é a principal causa dos casos de cegueira em todo o mundo. O tratamento da doença pode ser feito através do laser, que não expõe a pessoa a infecções e permite que o paciente retorne à sua vida normal quase que imediatamente. Na maioria das vezes o procedimento é indolor, não exige a internação e utiliza apenas anestesia local. Para discutir a catarata e outras doenças semelhantes, assim como as suas técnicas de tratamento, profissionais se reunirão no VI Congresso Brasileiro de Catarata e Cirurgia Refrativa. O evento, realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa e pela Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares, ocorre entre os dias 1 e 4 de junho, em Porto de Galinhas, em Pernambuco. Fonte: Multicomunicação 27 de maio de 2011
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Anvisa aprova vacina de HPV para homens A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens entre 9 e 26 anos. A imunização previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina, conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme), está liberada para os homens nos EUA desde 2009. No Brasil, ela foi aprovada para mulheres em 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo de R$ 900. Para liberar a imunização masculina, a Anvisa se baseou em um estudo publicado no "New England Journal of Medicine", que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas. O estudo clínico, que acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV. O tipo 16 é o que tem levado ao aumento dos tumores de boca e da região da garganta (orofaringe) no Brasil, conforme revelou a Folha ontem. Em hospitais brasileiros, até 80% desses cânceres estão associados ao HPV. PROTEÇÃO Segundo a pesquisadora Luisa Villa Lina, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e uma das maiores especialistas em HPV no país, além das verrugas genitais, espera-se que a vacina proteja os homens contra tumores de pênis, ânus e orofaringe. A infecção pelo papilomavírus está ligada a cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de 30% a 40% dos de câncer anal em homens. Segundo Lina, o ideal é que, assim como as meninas, os garotos sejam vacinados antes do início da vida sexual. No Brasil, pesquisas indicam que isso acontece aos 13 anos, no caso dos homens, e aos 15, para as mulheres. Mas a pesquisadora acredita que, mesmo que já tenham sido expostos ao HPV, homens e mulheres podem ser beneficiados, porque a vacina evita novas infecções e reduz o risco de câncer. O pesquisador da USP Adhemar Longatto Filho afirma que a aprovação da vacina para homens vai trazer "um benefício tremendo". "O homem é o principal vetor de muitas das lesões causadas pelo HPV. É crucial que ele seja vacinado." CONTÁGIO É comum o HPV permanecer no organismo sem qualquer sintoma por meses ou anos. Os cânceres, por exemplo, podem demorar de dez a 20 anos para se desenvolver. O risco de contágio é alto (de até 80%), e o vírus pode ser passado mesmo latente (sem manifestação visível). A maioria dos tipos de HPV não causa sintoma e desaparece espontaneamente sem tratamento, o que significa que muitas pessoas não sabem que são portadoras. Um estudo recente mostrou, por exemplo, que 50% dos homens saudáveis já foram infectados pelo HPV. A vacina contra o papilomavírus é administrada em três doses, com aplicação intramuscular.
:: Postado por
Carlos Stopiglia
às
09h08
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